[Sem fio] Diálogos sobre a Série Napolitana | Elena Ferrante

Ler Elena Ferrante foi uma experiência nova. Eu acredito que ainda não consigo organizar minhas ideias em um texto coerente a respeito da tetralogia Napolitana, tão detalhado são os livros no que diz respeito à vida cotidiana, ao não dito, e tão natural é o passeio por todas as áreas da vida, de modo a tornar as contradições de certa maneira óbvias.

Lívia (do blog e podcast Chá das Cinco com Literatura, onde o diálogo a seguir também está publicado) e eu fomos lendo praticamente juntas toda a série e resolvemos compartilhar nossos diálogos. Eu repensei várias coisas que disse no calor do momento da leitura, as raivas que passei. Mas aí está o que o livro provoca em termos de emoções: um envolvimento, uma angústia, um vício de não largar os livros que raras vezes a gente encontra – e como leitora, gosto demais quando encontro um livro que não consigo largar.

20/03

O: Aqui, se você estiver procurando um trem pra ler na sua viagem: leia Elena Ferrante. Estou obcecada.

L: Vou ler mesmo! Vi inclusive hoje na [livraria] Leitura vários dela. Mas qual exatamente você indica? Porque prefiro ler um bom que alguém já tenha lido do que arriscar.

O: Eu tô lendo a série napolitana. Ia ler devagar, mas terminei o primeiro e tive que emendar no segundo! Nossa, é uma história muito esquisita, mas boa. Dá raiva de todo mundo.

L: Nossa… vou ler! Mas dá raiva como? O mal vence no final?

O: Não teve final ainda! São 4 livros ao todo, estou no segundo. É que todos os personagens são horríveis. E é coisa real, não é fantasia nem nada, é história de vida. Nossa, muito bom. Por uma coincidência gigante Belísia me mandou mensagem agora justamente perguntando desse livro, vou passar pra ela.

L: Nossa, que coincidência! Vou botar na lista!

[Quase um mês depois, Lívia no meio da sua viagem com a Belísia…]

17/04

L: Mas então, sobre o livro, gostei! Fui lendo sem parar, acordei 05h da manhã num dia aíe fiquei sem dormir, li metade do segundo livro já.

O: Que bom. A Belísia está lendo? Emprestei para ela.

L: Ela já leu o primeiro.

O: Ele é muito fluido.Ah ela leu! Gostou?

L: Ela achou mais ou menos, acha que não é daquele jeito.

O: Como assim?

L: E para mim, a vida é justamente daquele jeito, as pessoas as amizades, consegui ir identificando.

O: Sim, e a pobreza né? A violência… Lembrei de Quarto de Despejo [da Carolina Maria de Jesus].

L: Da para enxergar Nápoles. Estou no segundo mas achando a Lila chata, eu entendo ela competir. Coitada, sem nenhuma oportunidade e a outra com oportunidade e não quer…Ou seja, a vida…Aqueles que têm invejam as qualidades dos outros que não têm. E o dinheiro como forma de sair dessa vida…

O: Isso…Eu vou e volto com a Lila. Tem horas que tenho pena, mas ela faz umas coisas… Mas a Lenu também…

L: Quando ela ia sempre na frente correndo para ler e ensinar a outra, estava óbvio que ela fazia de propósito, mas quando a Lenu lê os cadernos só confirma né…Me deu fadiga dela [da Lila], mas ao mesmo tempo é isso, coitada, família super pobre, sem perspectiva, e ela tentando se virar. Ecompreensível…. Aquela história, ninguém é cem por cento mal, nem bom.

O: E como a família usou ela, naquele casamento…fui ficando com ódio do Rino.

L: Isso! Até onde li ainda não sei, mas achei que o Marcelo gosta mesmo dela, porque quando teve o lance violento entre os dois[cena do bracelete da Lenu] pensei “ixi, isso vai do ódio ao amor”. Aí agora ela está voltando a falar com ele, mas acho que para encher o saco do Stefano.

O: Ah sim…Mas as vidas dessas pessoas ainda vão mudar demais.

L: Não me conte.

O: Você está em que parte do segundo?

L: Ela perdeu a aposta com a Lenu sobre a foto dela na loja de sapato. Mas aqui, eu gosto do Nino, Belísia detesta ele! Eu gosto dele e quando ela fala “esse é o tipo de pessoa que eu queria passar meus dias conversando”, pensei que o pior é que a gente pensa isso mesmo.

O: Eu ODEIO o Nino.Esquerdomacho.

L: Ele é faficheiro de Nápoles!Hahahahah!Mas se não aparecer algum outro, poderia ser ele.Ou o que todo mundo fala que é gay, que falou que casaria com ela…o Alfonso.

O: A Lenu também é super egoísta, não presta atenção. As pessoas querendo falar ao redor dela e ela nem tchum.

L: Sim, ela tem obsessão com a amiga, coitada. Não vive a própria vida. Ok que eles ainda são adolescentes, mas isso muda quando a gente fica velha… Ela só tem 17 anos.

O: Isso, na hora que ela fica obcecada com os sapatos, ou! É doentio.

L: Pois é, ao mesmo tempo é triste porque isso é real, tem amizades assim mesmo…A pessoa quer viver a vida da outra.

O: Acho que não nesse grau, será?

L: Quando jovens? Total.

O: É, jovens pode ser. Eu comecei odiando todo mundo no livro, mas depois fui me vendo em algumas coisas também, inclusive na Lenu.

L: Por isso acho totalmente possível esses apegos, essas coisas passionais entre amigos. O problema é quando a pessoa cresce, não amadurece e continua assim.

O: Eu acho que em algum grau acontece o que tem nesses livros, mas reduzido.

L: Entendi! O terceiro eu leio quando voltar para casa.

O: Ah tá, são livros muito fluidos. Não acontece muita coisa mas acontece tudo!

[Lívia de volta ao país, Olivia como sempre em BH mesmo]

02/05

L: Você está aí? Estou aqui no ônibus indo para Campinas, terminando o terceiro livro. Estou devorando, muito bom o livro ser a vida deles todos! Me lembra um filme italiano de quase três horas que é isso, mostra a vida deles todos, desde jovens até velhotos. Passam pelos ataques dos antifascistas, enchente em Florença, um era super liberal virou um fascistão, está me lembrando muito! Vou lembrar o nome, até cheguei a pegar a trilha sonora.

O: Então, o terceiro é muito a saga de quase toda mulher da esquerda acadêmica, né? É impressionante como são discussões que a gente vê neste momento. E o Nino MEGA esquerdomacho, gente! Depois tenta lembrar aí desse filme porque super vou querer ver. [Até agora não sabemos qual é o filme] Eu também achei legal demais essa história ser a história do grupo todo. Meu coração sente pelo Pasquale.

L: Achei bom o terceiro livro, eles tão jovens e já tendo filhos…Nino é o mais ultra esquerdomacho, nossa! Folgado!

O: Já comecei o quarto livro.

L: Não me conte.

O: Hahahaha!Vou contar não!

L: Eu não li os livros, eu os engoli, nossa! Assim, eu gostava mais da Lila, agora estou meio de saco cheio, competição o resto da vida…Cresçam, meninas! A Lenu também, carente sempre querendo reconhecimento de todo mundo.Acho legal essa coisa de ela sair do bairro, mas isso nunca sair da vida dela, porque não tem jeito mesmo, é parte da história.

O: Isso. Nem dá para saber o quanto da Lila é isso mesmo e o quanto não é a Lenu.

L: Agora, fiquei com ódio dela abandonar as meninas por causa do Nino.

O: Sim, ela é egoísta demais, só pensa em si mesma!

L: Que nem quando ela vai visitar a professora Galiani e a Lila diz que Lenu tem vergonha dela mas em tom de brincadeira. Aquelas brincandeiras que no fundo a pessoa pensou isso mesmo…é complicado! Mas eu acho que o livro é bom por isso, é real.

O: Pois é, o que ela fala do mundo intelectual mesmo e como ela age. É bem isso, usar as palavras certas, seguir a cartilha. E não importa o que você pensa de verdade, se você tem dúvidas.

L: Nossa! Igual o Nino sempre competindo com ela.Agora, o que você falou do Pasquale, acho que em outro tempo eu também ia ficar assim, mas estou tão impregnada dessa coisa do esquerdomacho que estou com fadiga dele e mais ainda da namorada dele, que eu também fiquei com dó, mas não tenho paciência.

O: Eu fico com dó porque acho ele muito usado. Nessas lutas da esquerda que ela relata, ele é o único trabalhador mesmo, o cara que vem debaixo.O resto é intelectual, filhos de gente bem de vida…E quem sobra é o Pasquale.

L: Isso. E o Enzo também, coitado. Mas a Lenu, não, também veio de família pobre e enfim, com os esforços e sofrimento ela saiu. Não é todo mundo! Eu gosto do Enzo por isso, ele continuou estudando sozinho, naquela vida horrível e ainda sim, ele conseguiu.

O: A Lenu vive com medo de que reconheçam nela a origem, e vira e mexe usam isso contra ela mesmo. Também gosto do Enzo.

L: E o Marcelo com a irmã da Lenu? Eu até gostava dele, mas nossa…Ainda tem a história do estupro, né. Quando eles são jovenzinhos e puxam a menina para dentro do carro, acho que foi a Gigliola. São uns nojentos, não tem jeito…Acho que a Lila vai ceder em algum momento.

O: Acho que é aquele negocio né, da mulher se sentir na obrigação…

L: A violência ali tão normal. Quando a Lila apanha do Stefano, as outras mulheres tipo “é assim mesmo, você se acostuma”.

O: Nossa, nessa época do casamento dela com o Stefano me deu ódio…e do Rino também, culpando ela de tudo, depois de tê-la usado tanto.

L: Nossa, família horrivel! E o Franco? Era outro esquerdomacho na vida da Lenu né? Aquilo ali ficou tão humanas…

O: Fico pensando se naquela época era possível não ser esquerdomacho, mas apenas variar o grau. O Franco a pegou para moldá-la né, mas ele também era jovem ali.

L: Exato. No pior cenário, que bom que foi ele, poderia ter sido um abusador, uma coisa pior.

O: E o Pietro?

L: Estou com raiva dele. Primeiro eu tinha dó, mas agora raiva.

O: Acho muito legal quando a Lenu fala de como ele bateu nela, porque ele bate e aí se dá conta, do tipo não adianta você ter estudado, família tradicional, esquerda, na oportunidade vai usar da violência.

L: Isso! E depois a filha dela imitando isso né? É tenso ela se dando conta de como o ciclo continua…E assim, o argumento “olha o que você me fez fazer?”! Ainda hoje se ouve isso. E o sexo? Minha nossa, pela descrição me pareceu que estavam enfiando um cabo de vassoura nela, horrendo! E acho que ele também rivaliza com ela, na coisa de ser intelectual.

O: Até onde entendi, ela só sentiu prazer com o Nino…E acho que ela é obcecada pelo Nino.

L: É, tanto que desculpa ele em um monte de coisas. Mas acho que vai se cansar dela, como se cansa de todas…Eu imagino ele lindo!Hahahhaahah!

O: Hahahahahah!Eu nem consigo imaginar ele lindo, apesar da Lenu falar isso.

L: Ele me parece o XXX[nome omitido pra preservar ozôto], fisicamente ele é o Nino para mim.

O: O Pasquale eu imagino como o ator de uma série que eu assisto, não é bonito, mas gente boa demais. É um personagem de Lark Rise to Candleford. Um cara do campo sabe, simples… O cara é feio, mas eu imagino o Pasquale bonito…Eu não sei, eu curto o Pasquale.

L: Coitado, vida duríssima. Falando nisso, e aquele emprego da Lila na fabrica de salsicha? Que coisa medonha! Imagina os abusos que os operários não sofriam (e sofrem)…Tudo muito duro, animalizado, nossa!E o irmão do Nino? Casado, e o Michelle quem engravida a esposa dele…Imagina, homossexual ali, naquele bairro?

O: Ou, e ele tentou contar varias vezes para Lenu, e ela super egoísta, preocupada consigo mesma. Aqui, Lila e Enzo: você acha que um dia ela vai sentir prazer? Porque até agora ela só foi estuprada, constantemente. Deve ser um trauma gigante

L: Com o Nino ela disse que se entregava de verdade, não foi não?

O: Mas que não sentia prazer, sentia?

L: Agora não lembro

O: O Nino que disse isso né, ele contou para Lenu.

14/05

O: Terminei, tô triste

L: Triste por que acabou ou do jeito que acabou ?

O: Triste porque acabou e porque a história é muito triste. Eu fiquei meio mal mesmo. Pensando na vida, sabe. As filhas rindo das coisas que ela escreveu, a gente faz isso ao pegar coisas de outro tempo. E essa variedade de lutas de esquerda, o fracasso…aquilo do Guido Airota quase que copiei. Que não dá pra mudar de pouquinho em pouquinho sem entrar no jogo e reforçar aquilo contra o que se luta. E me deu uma dó enorme da Lila… Que vida horrível!

L: Verdade! Na verdade os livros são o século XX pela perspectiva do gueto, da infância… Isso queachei legal! Como que trilhou tudo, tanto numa “história geral” mas isso na intimidade dos personagens. A Belísia acha quea Lila tinha medo de se afastar do bairro e de fato, ficou presa porque quando quis sair, não deixaram ela ir em frente, mas depois ela se conformou. E o Nino? Um resumo dos homens. Do que é ser um homem e a sociedade te desculpando o tempo todo.

O: Exatamente. Tem tudo no livro. Por isso é tão difícil falar dele! Odeio o Nino. Acho que a  Lila no final das contas tinha medo, era a única coisa que ela conhecia. Eu acho queela devia ser mesmo genial. Por um momento fiquei pensando se não era exagero da Lenu narrando.

L: Eu não sei, acho queela tinha muito potencial, mas pra mim contrastava pela ruindade. Oqueela fez com o Alfonso, nossa, imperdoável! Levou o Michelle a pegar o cara porque parecia com ela! Só que assim, um não era homossexual e o outro, era.

O: Mas você acha quefoi ruindade?

L: Tadinho morri de dó. Acho queela usava as pessoas mesmo.

O: Acho que por amargor.

L: Por isso acho ruindade… “Está tão ruim, mas vou aqui manipulando todo mundo”. Questão de sobrevivência também, coitada, tinha que ser durona naquele lixo.Mas ele eu fiquei comovida, coitado!

O: Pois é. É que eu acho que ela queria mudar o bairro, mas completamente sozinha  não dava conta. E por isso ia usando os outros para o que ela não conseguia. Fiquei com muita dó do Alfonso também. Vida ruim mesmo.

L: Ou, quando Lenu era amante fiquei pensando que quando a gente envelhece isso parece menos grave (o horror, né?).Eu mesma fiquei pensando, “nossa, isso é tão comum, acontece tanto!”. Lembrei do livro da Chiziane.[Trata-se do livro “Niketche”, da Paulina Chiziane]Aí acho quea menina sumir justamente quando ela estava conversando com o Nino foi o pior. Não sei se ela superou ele mesmo.

O: Nem ele, ela.

L: As filhas da Lenu eu entendo um pouco o desprezo, porque ela largou as meninas muitas vezes, e por causa dele, do Nino, tipo “Quando sentia que podia viver sem elas eu ligava”.

O: Lenu também teve uma vida ruim, eu acho,no geral.Eu teria ódio da Lenu mesmo.

L: Pois é, a gente vê pelo lado filha esuper entende!

O: Porque poxa, era ela sozinha, queria fazer as coisas dela.

L: Exato! Aquela coisa de ter filhos você acaba sendo só mãe e nada mais. A vida dela foi horrível mas ela conseguiu aproveitar e teve gente ajudando…a Lila seria brilhante também talvez, não se sabe! Ela não tinha a cabeça boa também não, desmarginando sempre. Nos primeiros livros eu tinha muita raiva da Lila, nessa de ficar competindo, aos dezesseis quando ela era centro das atenções e também não estava nem aí!

O: Mas todo mundo no livro fala que a Lenu é conciliadora, que ela aceita as coisas

L: Até a própria mãe, quando tem o aniversário da mãe dos Solara, o Michelle resolve falar da Lila, a mãe da Lenu olha pra ela tipo “você tem que revidar” e aí a Elisa mostra o livro dela em alemão, eu fiquei pensando “isso mesmo, mostra pra eles!”

O: Nossa, nem estava lembrando disso, mas parece que a Lenu faz as coisas na calada, escrever láo ultimo livro “Uma amizade”. Ela sabia que era algo que iria quebrar de alguma forma a amizade dela com a Lila. Ela não enfrenta,  mas também cutuca do jeito dela.

L: Isso! Mas achei legal ela ter escrito o livro, tipo para fechar tudo. Não sei se a Lila achou ruim mesmo, tanto que devolveu as bonecas, tipo “elas sempre estiveram comigo”, vai saber como ela recuperou. Inclusive que sera que aconteceu com ela no final?

O: Pois é, fica cheio de pontas. Você acha que a teoria dela sobre o rapto faz sentido? Bom, na verdade não é esse o ponto, mas ainda sim…

L: Assim, acho queela foi levada mesmo mas pode ser qualquer um, não tinha mais nada a ver os Solara fazerem isso, mas acho que o Pascale que matou eles sim!

O: Sim, também não acredito que tenham sido os Solara,também acho. E fiquei com dó do Pascale até o fim!

L: Aquele romance dele com a Nadia é a típica relação da burguesia que sofre porque tem tudo e aí quer ser do proletariado, mas quando aperta, aproveita dos mesmo privilégios!

O: Nossa, eu fiquei com um ódio enorme dessa Nadia. Justamente! Acho queo livro é muito sobre isso, você não sai das suas origens totalmente.

L: Não mesmo, depois seus filhos também não. Mesmo as meninas morando em outros lugares, conseguiam ser vulgares como qualquer outro ali. E que soco no estômago pra Dedé coitada, golpe da própria irmã, fiquei com dó!

O: Elas eram estranhas, porque se achavam mesmo melhores que as pessoas no entorno, história da Lenu e Lila tudo de novo.

L: Isso! Mas tem uma coisa no livro queàs vezes aprofundava demais que eu pensava “será que isso importa apessoas que não são das Humanas?” E aí ao mesmo tempo pensava “mas tem que importar a todo mundo”, tipo as discussões sobre feminismo, a mulher sendo construída pelo homem, enfim. Aí depois teve a história de Nápoles mesmo, dos carbonários…tinha coisa que eu achava que ficava específica demais e outras não.

O: Acho querevela de onde a autora escreve, sua formação, mas acho que faz parte da história que ela está contando e faz todo sentido… Sobre isso da formação, aliás, parece um romance de formação que não se limita aos anos da juventude, como normalmente costuma ser.

L: Amén por isso!

O: Isso também é muito legal. Porque a gente muda radicalmente de visão mesmo depois da juventude. Ela refletindo lá no final sobre as coisas queela acreditava, eu amei isso!

L: Nossa, verdade!! O Nino mostra isso, ele virou o que ele criticava! A gente às vezes também.

O: Pois é, várias gentes, né, Vargas llosa, FHC, na política isso acontece muito

L: Nossa, lista infinita!

O: Pensei que naquele furacão lá ela ia até falar do Berlusconi

L: Pois é, até das Torres Gêmeas…

O: Mas já deixou o caminho….

L: E achei legal ela falando “nos países em quevocê ainda consegue encontrar algum conforto, a violência chegou também.” Enfim, o que estamos vendo aí hoje,fazem guerra nos países dos outros e agora a guerra está no quintal deles.

O: Essa fala é muito Lila, tipo “vocês caçaram, to me lixando” Hahahaa

L: Hahahaha

O: Enfim, gostei demais, aposto que em Napoles já deve ter um tour Elena Ferrante

L: Hahahahhahah, os jardinzinhos, a biblioteca…

O: Estradão, tunel….

L: Hahahhaha muito bom! Peguei o outro livro dela….Ow, você topa fazer a resenha desse livro? Resenha à quatro mãos, mas na verdade vai ser essa conversa aqui que a gente acabou de ter!

O: . áudio ou escrita?

L: Na verdade não li nenhuma resenha porque não queria saber nada do livro antes de começar a ler.

O: Eu vi videos sobre, mas era sobre o primeiro, e não dizia muito na verdade. Por isso que te falei, é dificil falar desse livro porque é muita coisa. Vamos tentar, ver no que dá….

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